sábado, 17 de março de 2012

Carta de um Suicida

Hoje bem mais que antes pesso-lhes sua atenção. Quantas vezes implorei por isso? Nem eu mesmo sei dizer!Quantas vezes chorei e não fui consolado, passei e não fui visto, falei e não fui ouvido???
... Deu pra mim, cheguei a meu limite.
Não pesso remosso por que nunca aliviará minha dor, tão pouco lembranças e lágrimas.
Agora é tarde para me iludir, me convencer de algo surreal.Só quero partir com a certeza que saibam do meu sofrimento em vida, do meu destorcido amor a cada um de vocês, e que não procuro uma solução mas sim a cura! Não espero que entendam apenas que não julguem. Só sei eu o peso da cruz que carrego.
Mas me dou a liberdade que tanto almejei. Sem mais me disperço aqui com saudades que desde já serão eternas.
Com lágrimas sangrentas menos vulcânicas que as demais, com cicatrizes tatoadas em meu peito. E nele a certeza que tudo foi em vão.

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