sábado, 17 de março de 2012

Tempo: Tudo pode, nada perdoa.

Carta de um Suicida

Hoje bem mais que antes pesso-lhes sua atenção. Quantas vezes implorei por isso? Nem eu mesmo sei dizer!Quantas vezes chorei e não fui consolado, passei e não fui visto, falei e não fui ouvido???
... Deu pra mim, cheguei a meu limite.
Não pesso remosso por que nunca aliviará minha dor, tão pouco lembranças e lágrimas.
Agora é tarde para me iludir, me convencer de algo surreal.Só quero partir com a certeza que saibam do meu sofrimento em vida, do meu destorcido amor a cada um de vocês, e que não procuro uma solução mas sim a cura! Não espero que entendam apenas que não julguem. Só sei eu o peso da cruz que carrego.
Mas me dou a liberdade que tanto almejei. Sem mais me disperço aqui com saudades que desde já serão eternas.
Com lágrimas sangrentas menos vulcânicas que as demais, com cicatrizes tatoadas em meu peito. E nele a certeza que tudo foi em vão.

Solidão

Me sinto só.
Talvés perdido na vastidão do universo;
Talvés esuqecido no tempo.
Escutando apenas a minha voz a ecoar
 nas paredes da minha solidão,
a implorar clemência.
Poderia outrém ouvir? Ou aliviar minha dor?
Que resta agora senão eu e minha cruel solidão?
...Demais!?! pouco me importa.
 Meu tempo se vai, não preciso mais dele, mas minha solidão permanece a mim torturar.
 Fico a esperar que um dia tudo isso tenha um fim!!

Eu sei

Eu sei... seremos sempre julgados por nossos passados
 sofridos e  inacabado.
Embora espero,
 e  tudo que quero é ter você comigo.
 É, eu sei o quanto errei. Por que cada lágrima que
 derramei me deu a certeza da minha dor.
 Julgarmos-nos no passado é tão errado
 quanto dizer que tudo acabou .
 O amor é eterno se não for eterno
 não é amor.