quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Adolphina: Infância

Olhar negro de sobrancelhas arqueadas, sorriso meigo e encantador.
Divina é a pureza contida nesse ser. Quem não se entrega diante de um sorriso doce, de um profundo olhar?
Ás vezes me pego a admira-la, solitária, num cantinho da minha mente, bagunçando meus pensamentos, só, a conversar. Me faz lembrar como é rápida a infância. Como é belo ser criança e quão sublime é sonhar.
Parece tão ingênua, tão frágil, indefesa, incapaz de praticar a maldade por bel-prazer. Das poucas frases que diz, algumas fazem sentido. O que torna isso mais hilariante. Mágica é a infância, a magnitude da vida, a base de uma historia o período de uma criatura divina.
Sua inocência seria incontestável se não se tratasse da pequena, Aldolphina. Criatura travessa, ardilosa, mas cheia de artimanhas. Esconde seus planos sórdidos num sorriso infantil. Suas artimanhas nas frases mal proferidas, sua alma é tão obscura que se desenvolve em seus olhos negros. Não tente vê-la é impossível, sua maldade hipnotiza, desaparece num brilho intenso. Como pode uma criatura sinônimo de bondade, carregar consegue os piores dos venenos? A raiz de todos os males, quem poderia detê-la? Julga-la ou condena-la? ! ? Não é nada mais que uma criança. Um anjo mal em forma de gente. A treva no mundo.

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