Tudo começou tão naturalmente. Inconsequente fomos nós, deixamos -nos levar pela emoção do momento.
Eu o adimirava, tão paciente; tão dedicado; tão amoroso... Como não amá-lo? Tão humano?
A luz dos seus olhos cegavam os meus, seus lábios me fazia arder em desejo.
Eu o queria! Sentir suas mãs em meu corpo, seus lábios deslizar suavemente. Já não conseguia esconder. Tudo nele me atiçava.
Seu olhar mesmo que respeitoso me exitava selvagemente; Minhas vontades cada vez explícitas me condevava.
Quão errado desejar, olhar, quere-lo. Ai que castigo o meu, desejar aquele Anjo!!Que pecado é o meu!
Os dias tornaram-se verdadeiras torturas, tê-lo tão perto e tão distante de mim. Minha vontade era de gritar o que sentia, mas o remorso, o pudor falavam, ou melhor gritavam dentro de mim. Como se me chicoteasse, e sangrasse o coração.
Pensei em fugir; Assumir meus sentimentos, correr o risco de não ser compreendida seria demais para mim. A humilhação seria insuportável.
Por que fui eu amá-lo, Quere-lo só para mim? Que leviana, promíscua eu sou...
Só sei eu ,o que estou vivendo, o remorso é tamanho que não me olho mais no espelho, sinto nojo evergonha de mim, do meu corpo... Dos meus sórdidos pensamentos.
Crucifiquem-me!!
Quem poderia me ferir mais que eu mesmo?
Não há castigo pior que esse ao que me condenei;
Não há ferida pior que essa que provoquei;
E não há amor igual a esse. Tornou-se minha espada e minha cruz.
Só o amor mesmo para explicar, com tantos homens no mundo, me apaixonei perdidamente pelo mais impossível deles. Que deseja toda noite que me arrependa desse meu pecado.

Um comentário:
Poesia, amor, paixão... Rosa Venenosa UAU.!!
Postar um comentário